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“A tecnologia está avançando mais rápido do que a nossa capacidade de refletir sobre ela” palestra com Carlos Costa promoveu reflexão sobre o uso da IA na gestão universitária

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Mediada pela professora Dra. Jaqueline de Kassia Ribeiro de Paiva, Reitora da Universidade de Gurupi, teve início na manhã desta quarta-feira, dia 29 de setembro, a palestra “Inteligência Artificial, Gestão Universitária e Essência Humana”, com Carlos Costa, facilitador de programas de MBA e palestrante nas áreas de Tecnologia, Marketing e Vendas., marcando a abertura da programação do segundo dia do IX Fórum Educacional ANIMES.

       

Durante a palestra,   Carlos chamou a atenção dos participantes sobre como a tecnologia está avançando mais rápido do que a nossa capacidade de refletir sobre ela, ampliando as discussões sobre a inteligência artificial e como ela pode contribuir com a gestão universitária sem que as pessoas percam aquilo que é essencialmente humano.

Carlos lembrou que durante muito tempo a tecnologia serviu para automatizar tarefas, mas que agora, o cenário mudou, com as pessoas passando a digitalizar partes do próprio trabalho intelectual. Ele lembrou que a inteligência artificial já faz parte da realidade e pode contribuir de várias formas, seja na automação de tarefas, na organização e análise de dados ou no apoio à tomada de decisões.

A proposta da palestra foi ir além do ensino sobre o uso de uma ferramenta, pois à medida que a tecnologia se torna cada vez mais presente nas instituições, é preciso entender o que ganha ainda mais valor no ser humano. Entre as competências que se tornam mais importantes, o palestrante destacou o pensamento crítico, a criatividade, a capacidade de fazer boas perguntas, o julgamento, a empatia e a liderança.

Para ele, a IA pode ser uma grande copiloto, mas a essência das perguntas continua sendo de quem usa a ferramenta, assim como as decisões mais difíceis. “Mais do que aprender a usar a tecnologia, é importante entender como utilizá-la como uma aliada, sem perder aquilo que é essencialmente nosso”, resumiu.

Ao final, houve espaço para perguntas, com o primeiro questionamento sobre IA e avaliação na sala de aula. O professor Edikliesson, da FeMass, contou que a instituição já iniciou a formação de professores para o uso de IA. Ele questionou até onde o docente pode ir na avaliação dos acadêmicos e levantou a preocupação com a prompt injection, técnica que consiste em esconder comandos em um texto para manipular a resposta de uma IA. Carlos ponderou que o ponto principal para o professor é conhecer bem as ferramentas e treinar bem os modelos para reconhecer os trabalhos no contexto avaliativo.

O professor João Baptista Comparin propôs uma reflexão de como será o professor do futuro, já que os estudantes de hoje, e docentes de amanhã, estão vivenciando um cenário de processos cada vez mais otimizados pela IA. “É inevitável o contato das crianças com as telas desde cedo, principalmente porque as novas gerações já nascem em contato direto com a tecnologia.  Mas o papel do professor é justamente usar a tecnologia de maneira inteligente para incentivar o desenvolvimento do pensamento crítico. Como exemplo, citou novas tecnologias educacionais, como a gamificação,lembrou o palestrante.

Para o Prof. Dr. Guilherme Hiroshi Yamanari, Reitor do Unifunec, a palestra teve o tom de uma provocação e lançou um desafio ao público, já que há a necessidade de aplicar a inteligência artificial nas instituições de ensino superior. Segundo ele, essa aplicação deve ser feita com parcimônia e, antes da implementação, o planejamento estratégico de como ela vai acontecer é fundamental. “Acredito que o palestrante conseguiu passar essa mensagem com muita clareza e objetividade, e, realmente, o desafio foi lançado”, afirmou. Ele também parabenizou a ANIMES, na pessoa do professor Barella, que também é Reitor da UniRV, instituição sede do evento.

A programação da manhã contou ainda com “Relatos de Experiências das IES Associadas”, que apresentou o caso do Centro Universitário Municipal de Franca (Uni-FACEF), instituição que alcançou nota 5 no Enamed. Participaram da apresentação o Reitor, prof. Dr. José Alfredo de Pádua Guerra, e o Vice-reitor, prof. Dr. João Baptista Comparini.

Durante o relato, foi destacado o posicionamento da instituição em ter, em seu corpo docente, médicos envolvidos com a política institucional, com mestrado ou doutorado, criando uma cultura de pesquisa, aliado à implementação de um programa de aperfeiçoamento docente realizado a cada semestre.

 
O relato já foi levado à outras instituições do estado de São Paulo com o objetivo de compartilhar o que tem dado certo. “Acho que é importante a gente poder relatar o que tem acontecido na nossa instituição e compartilhar com os colegas. O Fórum aqui de Rio Verde tem destacado a importância da IA, mas o mais importante do relacionamento interpessoal. Acho que o grande diferencial que a Uni-Facef tem feito para com os alunos é esse relacionamento, demonstrar para eles que eles vão cuidar de gente, demonstrar que é importante sim a parte teórica, fundamentação, conhecimento, as técnicas, habilidades, porém sem lembrar que eles têm casos explícitos de casos reais. Então, o que nós vamos apresentar hoje aqui para os nossos parceiros é algo que nós estamos vivenciando na prática, essa questão da qualidade e a questão da humanização para com os nossos estudantes”, afirmou José Alfredo.