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Entrevista com o Presidente

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O IX Fórum Educacional ANIMES acontecerá de 29 de setembro a 1º de outubro, em Rio Verde (GO), reunindo dirigentes, gestores e representantes de instituições municipais de ensino superior do Brasil para um importante momento de diálogo, reflexão e troca de experiências sobre os desafios e as perspectivas da educação superior no Brasil.

Na presidência da ANIMES, o Reitor da UniRV, Prof. Dr. Alberto Barella Netto compartilha as expectativas para esta edição do Fórum, destacando a importância do encontro para fortalecer o debate educacional, promover a integração entre as instituições e discutir caminhos para o futuro da educação superior.

Nesta entrevista, o Presidente aborda os principais temas que estarão em pauta, a relevância da participação das instituições e os resultados que espera alcançar com a realização do IX Fórum Educacional ANIMES.

A ANIMES chega ao IX Fórum Educacional. Qual é a importância desse encontro para as instituições municipais de ensino superior?

Presidente: O Fórum Educacional ANIMES é um espaço fundamental de diálogo, integração, troca de experiências e construção coletiva. Chegar à nona edição demonstra a consolidação de uma iniciativa que vem fortalecendo, ao longo dos anos, a aproximação entre as instituições municipais de ensino superior e ampliando a nossa capacidade de discutir, de forma conjunta, os desafios e as oportunidades que se apresentam para a educação superior brasileira.

Será uma oportunidade para reunir gestores de diferentes regiões do país em torno de uma agenda comum. É um momento para compartilhar experiências, conhecer boas práticas, discutir tendências e buscar soluções para questões que impactam diretamente nossas instituições, como inovação, inteligência artificial, sustentabilidade, internacionalização, pesquisa, extensão, gestão e formação dos profissionais para um mercado de trabalho em constante transformação.

Também entendemos o Fórum como um importante instrumento de articulação e fortalecimento institucional. Quando as instituições municipais trabalham de forma integrada, conseguimos ampliar nossa representatividade, estabelecer novas parcerias e construir projetos, fortalecendo não apenas as instituições, mas também os estudantes e as comunidades onde estão inseridas.

O que mudou no ensino superior municipal desde os primeiros fóruns até este IX Fórum Educacional ANIMES?

Presidente: O ensino superior brasileiro passou por transformações profundas nas últimas décadas, e esse processo vem se acelerando com a chegada de novas tecnologias, da inteligência artificial, de novos modelos de formação e das mudanças no mercado de trabalho. Hoje, não basta oferecer uma formação tradicional, precisamos preparar profissionais para um mundo em constante transformação, estimulando competências como inovação, criatividade, pensamento crítico, capacidade de adaptação e aprendizagem contínua.

Contudo, as instituições municipais de ensino superior têm demonstrado grande capacidade de adaptação e, principalmente, uma forte conexão com as comunidades onde estão inseridas. Elas contribuem para a formação profissional, a produção de conhecimento, a pesquisa, a extensão e a construção de soluções para os desafios econômicos e sociais de cada região. Essa proximidade com a comunidade é uma das nossas grandes forças. Conhecer de perto a realidade local permite que as instituições direcionem seus cursos, pesquisas e projetos para demandas concretas da sociedade, fortalecendo seu papel como agentes de desenvolvimento econômico, social e cultural.

Como foi pensada a programação do IX Fórum Educacional ANIMES e quais critérios nortearam a escolha dos temas e dos convidados?

Presidente: A programação foi pensada a partir dos principais desafios e das grandes transformações que estão impactando o ensino superior brasileiro e mundial. Nosso objetivo foi construir uma agenda atual e estratégica, que pudesse dialogar diretamente com as necessidades das Instituições de Ensino Superior e, ao mesmo tempo, apontar caminhos para o futuro, por isso, escolhemos a inteligência artificial como tema central. 

Também tivemos uma preocupação muito grande em reunir diferentes perspectivas. Queremos que os participantes tenham a oportunidade de ouvir experiências diversas, compartilhar boas práticas e estabelecer novas conexões e a escolha dos palestrantes levou em consideração não apenas a experiência acadêmica e profissional, mas também a capacidade de contribuir com reflexões e propostas que possam ser aplicadas à realidade das nossas instituições.

Construímos uma programação com uma visão de futuro. O ensino superior está mudando rapidamente, e precisamos estar preparados para essas mudanças. O IX Fórum foi pensado justamente para promover esse olhar coletivo, fortalecer a cooperação entre as instituições e criar um ambiente favorável à construção de uma agenda comum para uma educação superior cada vez mais inovadora.

Qual é o papel da inovação e da inteligência artificial nesse novo momento da educação?

Presidente: A inteligência artificial já deixou de ser uma tendência para se tornar uma realidade presente no cotidiano das pessoas, das empresas e, naturalmente, das instituições de ensino. Não podemos tratar a IA como uma ameaça que deve ser simplesmente evitada, nem como uma solução para todos os desafios da educação. Precisamos compreender seu potencial, seus limites e, principalmente, utilizá-la de maneira ética, responsável e consciente.

Precisamos preparar nossos estudantes não apenas para utilizar novas ferramentas tecnológicas, mas para compreender como elas funcionam, avaliar criticamente as informações produzidas e tomar decisões responsáveis diante delas. O profissional que se sobressai no mercado precisa combinar conhecimento técnico com capacidade de análise, criatividade, inovação e adaptação permanente.

Ao mesmo tempo, a inteligência artificial nos coloca diante de questões importantes relacionadas à ética, à privacidade, à autoria, à segurança das informações e à própria qualidade do processo de aprendizagem. Por isso, as universidades têm um papel fundamental na construção desse debate e na formação de profissionais capazes de utilizar a tecnologia sem abrir mão dos princípios que orientam a sociedade.

Acredito que o grande desafio não seja escolher entre tecnologia e formação humana, mas justamente integrar as duas dimensões. A tecnologia pode ampliar nossas capacidades, facilitar o acesso ao conhecimento e criar novas possibilidades de ensino e pesquisa, mas ela não substitui o pensamento crítico, a sensibilidade, a ética, a criatividade, a capacidade de dialogar e o compromisso social.

O que os reitores, mantenedores, gestores, pesquisadores e especialistas de Instituições municipais de Ensino Superior de todo o Brasil podem esperar do IX Fórum Educacional ANIMES?

Presidente: Os participantes podem esperar um Fórum conectado aos grandes desafios e às oportunidades que estão diante do ensino superior brasileiro. Queremos reunir diferentes perspectivas e experiências para promover um diálogo aberto sobre os caminhos da educação superior, discutindo um tema que impacta diretamente nossas instituições. O Fórum será também uma oportunidade de fortalecimento da Rede ANIMES, onde os participantes poderão compartilhar experiências, conhecer iniciativas que estão dando resultados em diferentes regiões do país e identificar possibilidades de cooperação. Acreditamos que muitas soluções podem ser encontradas justamente quando colocamos diferentes instituições e diferentes áreas do conhecimento para dialogar.

Não queremos que seja somente um espaço de palestras e debates, mas também um ambiente de construção, articulação e união entre as instituições, afinal, quando compartilhamos experiências, conhecimento e boas práticas, ampliamos nossa capacidade de inovar, enfrentar desafios e oferecer uma educação cada vez mais conectada às necessidades dos estudantes e da sociedade.

Que legado o senhor espera desse IX Fórum Educacional ANIMES?

Presidente: Esperamos que o IX Fórum Educacional ANIMES deixe, acima de tudo, um legado de união, cooperação e ação. Que esses três dias de encontro não sejam lembrados apenas pelas palestras e debates, mas pelas ideias construídas, pelas parcerias estabelecidas e pelas iniciativas que possam nascer a partir desse diálogo. 

Espero que cada reitor, mantenedor, gestor, pesquisador, professor e especialista retorne à sua instituição levando novas perspectivas, conexões e possibilidades de atuação, afinal, o conhecimento compartilhado precisa ultrapassar os limites do evento e se transformar em projetos, pesquisas, intercâmbios, inovação e ações concretas em benefício das instituições e da sociedade.

Também queremos reafirmar que o ensino superior municipal tem um papel estratégico no futuro da educação brasileira. Estamos próximos das comunidades e conectados às necessidades de cada região, contribuindo para a formação de profissionais, a produção de conhecimento, a pesquisa, a extensão e o desenvolvimento econômico e social.

Por isso, queremos que o Fórum seja um marco para projetarmos uma educação superior municipal cada vez mais inovadora, internacionalizada e conectada às transformações do mundo, sem abrir mão da formação humana, da ética e da qualidade acadêmica.